Cineclube Natal - 179ª sessão: Os Fuzis
Quinta-feira, Novembro 19, 2009Urso de Prata em Berlin 64, Os Fuzis, de Ruy Guerra, será exibido no Cine Vanguarda de novembro
Neste domingo, dia 22 de novembro de 2009, às 17:00 horas, o Cineclube Natal em parceria com o Teatro de Cultura Popular dá continuidade ao mês dedicado às produções nacionais, com a exibição do filme Os Fuzis (1964), do diretor Ruy Guerra. Excepcionalmente, o custo de manutenção da sessão será o equivalente a uma rifa promovida pelo Cineclube Natal no valor de cinco reais, sendo que o comprador automaticamente concorrerá a uma obra de arte - ajudando o Cineclube a pagar a sua sede. A classificação indicativa é 16 anos.

No Nordeste, fazendeiros da região não conseguem ter uma colheita suficiente para sobreviverem em sua terras áridas. Quando um homem santo chega e prega que seu boi "sagrado" traria chuva se eles o seguissem, os camponeses ingênuos acreditam nele e seguem a criatura mística até um povoado próximo, onde está um agrupamento de soldados guardando um armazém de provisões do governo e um motorista de caminhão. Aí a tensão culmina em um conflito entre os camponeses famintos, incitados pelo motorista à revolta, e os guardas armados, e mortes desnecessárias ocorrem, incluindo a do caminhoneiro. Os Fuzis mostra as características do Cinema Novo, com sua mistura de expressivos componentes estéticos e poderosos assuntos de importância sócio-política.
O filme de Rui Guerra não procura "compreender" a miséria. Pelo contrário, ele a filma como a uma aberração, e dessa distância tira a sua força. À primeira vista é como se de cena em cena alternassem duas fitas incompatíveis: um documentário da seca e da pobreza, e um filme de enredo. A diferença é nítida. Depois do boi santo, com seus fiéis, depois da fala do cego e da gritaria mística, a entrada dos soldados, motorizados e falantes, é uma ruptura de estilo, — que não é defeito, como veremos.
No documentário há população local e miséria; no filme de enredo o trabalho é de atores, as figuras são da esfera que não é da fome, há fuzis e caminhões. Na mobilidade facial dos que não passam fome, dos atores, há desejo, medo, tédio, há propósito individual, há a liberdade que não há no rosto opaco dos retirantes. Quando o foco passa de uma a outra esfera, altera-se o próprio alcance da imagem: a faces que têm dentro seguem-se outras que não têm; os brutos são para ser olhados, e humanidade, trama ou psicologia, é só nos rostos móveis que se pode ler. Uns são para ver, e outros para compreender. Há convergência, que resta interpretar, entre esta ruptura formal e o tema do filme. O ator está para o figurante como o citadino e a civilização técnica estão para o flagelado, como a possibilidade está para a miséria pré-traçada, como o enredo está para a inércia. É desta codificação que resulta a eficácia visual de Os Fuzis. Todos estão convidados.
Assista aqui a um trecho de Os Fuzis:
Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 22 de novembro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: 16 anos
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Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 22 de novembro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: 16 anos
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[FICHA TÉCNICA: "OS FUZIS"]
Título original: Os Fuzis
País: Brasil, Argentina
Ano: 1964
Duração: 80 minutos
Cor: preto e branco
Idioma: português
Gênero: drama
Estúdio: Copacabana Filmes, Daga Filmes, Inbracine Filmes
Roteiro: Ruy Guerra, Pierre Pelegri, Miguel Torres
Direção: Ruy Guerra
Produção: Jarbas Barbosa, Gilberto Perrone
Fotografia: Ricardo Aronovich
Música: Moacir Santos
Edição: Raimundo Higino
Desenho de Produção: Calazans Neto
Elenco: Joel Barcellos, Leonidas Bayer, Hugo Carvana, Ivan Cândido, Maria Gladys, Átila Iório, Mauricio Loyola, Paulo César Peréio, Antonio Pitanga, Ruy Polanah, Cecil Thiré, Nelson Xavier
Principais premiações: Urso de Prata (por Melhor Direção) no Festival de Berlin; Indicado a Urso de Ouro no mesmo festival.
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Comunidade Cineclube Natal no Orkut
8805 - 4666 / 9406 – 8177 / 9995 – 4761
Av. Hermes da Fonseca, 407, Mercado de Petrópolis, box 51, Tirol, 59020-000 - Natal/RN
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Alerta ecológico no Cinephilie
Continuando as comemorações do ano da França no Brasil, nesta quarta-feira, dia 18 de novembro de 2009, às 17 horas, o Cineclube Natal, em parceria com a Aliança Francesa exibirá com exclusividade o importante documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa (Home, 2009), do diretor francês Yann Arthus-Bertrand. A sessão é livre e a entrada gratuita.

Com uma combinação de imagens impressionantes da Terra vista do céu (gravadas por câmeras de alta definição), som e pungente narração sobre os danos ambientais causados pela humanidade ao planeta, o documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa é um projeto ambicioso do cineasta, aqui produtor, Luc Besson e do diretor Yann Arthus-Bertrand que tem como objetivo despertar a atenção para a devastação ambiental e chamar todos a uma ação global. Em Home é possível fazer uma viagem histórica, desde a formação do planeta, passando pela invenção da agricultura, até cair na descoberta do petróleo, das máquinas, o que dá ao homem mais poder para conseguir garantir a sua sobrevivência, mas também maior poder de destruição da natureza. O paradoxo é que, mesmo com todo este poder - um litro de petróleo gera tanta energia quanto um ser humano em 24 horas - há 1 bilhão de pessoas com fome no planeta. Mas o filme não se concentra no pessimismo, ao contrário, sua mensagem é que ainda temos tempo de conter os danos e buscar uma sustentabilidade compatível com a preservação dos recursos naturais ainda restantes.
Para alcançar o maior número possível de pessoas, Bertrand e Besson decidiram lançar o filme gratuitamente, em 87 países com dublagens em 14 línguas, tudo isso no Dia Mundial do Meio Ambiente, cinco de junho. O diretor, que ficou mundialmente conhecido pelas fotos aéreas que fez de diversas partes do planeta, explica que o filme revela a atual situação da Terra, enquanto afirma que a solução existe. E, do espaço, é realmente fácil ver as feridas do mundo.
A narração, segundo Bertrand, foi inspirada no trabalho de Lester Brown, o famoso ambientalista americano e pelo seu livro "O Estado do Mundo" (State of the World). Além disso, o diretor contou com a colaboração de amigos como Isabelle Delannoy, colaboradora de longa data, e o músico francês Armand Amar, especializado em músicas do mundo e vozes. Uma experiência imperdível, tanto pelo alerta ecológico quanto pelas incomparáveis imagens.
Abaixo, alguns dados mostrados no filme:
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Alerta ecológico no Cinephilie
Continuando as comemorações do ano da França no Brasil, nesta quarta-feira, dia 18 de novembro de 2009, às 17 horas, o Cineclube Natal, em parceria com a Aliança Francesa exibirá com exclusividade o importante documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa (Home, 2009), do diretor francês Yann Arthus-Bertrand. A sessão é livre e a entrada gratuita.

Com uma combinação de imagens impressionantes da Terra vista do céu (gravadas por câmeras de alta definição), som e pungente narração sobre os danos ambientais causados pela humanidade ao planeta, o documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa é um projeto ambicioso do cineasta, aqui produtor, Luc Besson e do diretor Yann Arthus-Bertrand que tem como objetivo despertar a atenção para a devastação ambiental e chamar todos a uma ação global. Em Home é possível fazer uma viagem histórica, desde a formação do planeta, passando pela invenção da agricultura, até cair na descoberta do petróleo, das máquinas, o que dá ao homem mais poder para conseguir garantir a sua sobrevivência, mas também maior poder de destruição da natureza. O paradoxo é que, mesmo com todo este poder - um litro de petróleo gera tanta energia quanto um ser humano em 24 horas - há 1 bilhão de pessoas com fome no planeta. Mas o filme não se concentra no pessimismo, ao contrário, sua mensagem é que ainda temos tempo de conter os danos e buscar uma sustentabilidade compatível com a preservação dos recursos naturais ainda restantes.
Para alcançar o maior número possível de pessoas, Bertrand e Besson decidiram lançar o filme gratuitamente, em 87 países com dublagens em 14 línguas, tudo isso no Dia Mundial do Meio Ambiente, cinco de junho. O diretor, que ficou mundialmente conhecido pelas fotos aéreas que fez de diversas partes do planeta, explica que o filme revela a atual situação da Terra, enquanto afirma que a solução existe. E, do espaço, é realmente fácil ver as feridas do mundo.
A narração, segundo Bertrand, foi inspirada no trabalho de Lester Brown, o famoso ambientalista americano e pelo seu livro "O Estado do Mundo" (State of the World). Além disso, o diretor contou com a colaboração de amigos como Isabelle Delannoy, colaboradora de longa data, e o músico francês Armand Amar, especializado em músicas do mundo e vozes. Uma experiência imperdível, tanto pelo alerta ecológico quanto pelas incomparáveis imagens.
Abaixo, alguns dados mostrados no filme:
20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta
GEO4, UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente) 2007
O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de países
SIPRI Yearbook, 2008 (Instituto Internacional de Pesquisa em Paz de Estocolmo)
OECD, 2008 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
5.000 pessoas morrem todos dias por beber água poluída. Um bilhão de seres humanos não têm acesso à água de beber salutar
UNDP, 2006 (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas)
1 bilhão de pessoas passam fome
FAO, 2008 (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)
Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração animal ou biocombustíveis.
Worldwatch Institute, 2007 FAO, 2008
40% da terra cultivável é degradada
UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente),
ISRIC World Soil Information
A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem
FAO, 2005
Assista aqui ao trailer de Home - Nosso Planeta, Nossa Casa:
Sessão Cinéphilie
Quarta-feira, 18 de novembro
17 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
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Av. Hermes da Fonseca, 407, Mercado de Petrópolis, box 51, Tirol, 59020-000 - Natal/RN
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[FICHA TÉCNICA: "HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA"]Título original: Home
País: França
Ano: 2009
Duração: 120 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: documentário
Estúdio: Elzévir Films, Europa Corp., France 2
Roteiro: Isabelle Delannoy, Yann Arthus-Bertrand, Denis Carot, Yen Le Van, Tewfik Fares
Direção: Yann Arthus-Bertrand
Produção: Luc Besson, Denis Carot
Fotografia: Michel Benjamin, Dominique Gentil
Música: Armand Amar
Edição: Yen Le Van
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Cineclube Natal - Mostra Panorama do Cinema Brasileiro
Segunda-feira, Novembro 16, 2009SESC/RN e Cineclube Natal realizam
a mostra Panorama do Cinema Brasileiro
A mostra Panorama do Cinema Brasileiro é uma promoção da regional SESC-RN, que integra um circuito mensal de exibição de filmes aberto ao público da comunidade potiguar. Colocando-se como uma opção de cinema alternativa ao circuito comercial da cidade, as mostras assumem um caráter plural e polifônico, integrando múltiplas vertentes e linguagens do cinema nacional e mundial. A curadoria do Cineclube Natal adiciona a esta atividade um momento de debates posterior a cada sessão. Apostando na promoção da cultura como um pilar fundamental do desenvolvimento e da transformação social, o SESC-RN materializa assim, nesta atividade, a proposta de formação de platéias, que utiliza o cinema como ferramenta pedagógica.

No intuito de homenagear o dia comemorativo do cinema brasileiro, dia 5 de novembro, este mês, a Mostra Temática de Cinema do SESC-RN tece um panorama do cinema nacional, com base em um recorte temporal que privilegia os principais movimentos estéticos do nosso cinema: a Chanchada, o Cinema Novo, o Cinema Marginal, e o dito Cinema da Retomada.
Veja aqui mais detalhes sobre os filmes:
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Cineclube Natal - Rifa 51
Quinta-feira, Novembro 05, 2009Rifa 51
O Cineclube Natal sorteia tela de Pippo Lodispoto para arrecadar fundos

O Cineclube Natal esstá rifando uma obra da autoria do artista plástico italiano Pippo Lodispoto, a ser sorteada para fins de manutenção do cineclube, sediado no box 51 do Mercado de Petrópolis, uma vez que a instituição não conta com renda fixa, por se constituir uma Associação Cultural, de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
A rifa no valor de R$ 5,00 (cinco reais) pode ser comprada a qualquer membro da diretoria e será sorteada no dia 25 de Novembro às 19:30 na “Quarta Cultural” do Mercado de Petrópolis.
A rifa no valor de R$ 5,00 (cinco reais) pode ser comprada a qualquer membro da diretoria e será sorteada no dia 25 de Novembro às 19:30 na “Quarta Cultural” do Mercado de Petrópolis.
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Cineclube Natal - 177ª sessão: São Bernardo
Quarta-feira, Novembro 04, 2009Cinema com sabor brasileiro no Nalva Melo Salão Café
Nesta sexta-feira, dia 06 de novembro, o Cineclube Natal, em parceria com o Nalva Melo Salão Café, apresentará o filme São Bernardo (1972), do diretor Leon Hirszman, dando o ponta-pé inicial ao ciclo mensal MEMÓRIA BRASILEIRA. A sessão Cine Café começará às 20:00 horas e classificação indicativa é de dezesseis anos.
No interior de Alagoas, o filho de camponeses Paulo Honório (interpretado por Othon Bastos), é um mascate que perambula pelo sertão a negociar com redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Cria uma obsessão: arrancar a fazenda São Bernardo das mãos de seu inepto dono, o endividado Luiz Padilha, transformando este em seu empregado. Alcançando finalmente seu objetivo e, com muita astúcia e violência, Paulo Honório faz a fazenda prosperar e torna-se temido pelos empregados e fazendeiros vizinhos.
O filme, obviamente, foi baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos, consistindo numa fiel adaptação e é, com certeza, um dos melhores filmes produzidos na década de 70 no Brasil - o primeiro distribuído pela Embrafilme. Leon Hirszman teve problemas com a censura, que o reteve por sete meses, ocasionando a falência da produtora Saga, da qual Hirszman era um dos sócios. Os enquadramentos do diretor, realçados pela fotografia de Lauro Scorel são pontos altos do filme, transformando-o numa espécie de aula de como fazer cinema para um público completamente envolvido pela história contada. A edição, assinada por Eduardo Scorel é segura e, consegue trabalhar com momentos contemplativos, sem torná-los chatos e respeita o andar lento de uma história rural de Graciliano Ramos sem oscilar. Um imperdível filme da safra nacional!
Assista aqui a uma coletiva na qual Othon Bastos dá uma declaração emocionada sobre São Bernardo:
Sessão Cine Café
Sexta, 6 de novembro
20 horas
Nalva Melo Café Salão
Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Fone: 3212-1655
Classificação Indicativa: 16 anos
R$ 5.00*
* excepcionalmente em Novembro as sessões com taxa de manutenção custarão R$ 5.00 pois darão direito à Rifa 51 que sorteará uma tela do artista italiano Pippo Lodispoto
Sexta, 6 de novembro
20 horas
Nalva Melo Café Salão
Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Fone: 3212-1655
Classificação Indicativa: 16 anos
R$ 5.00*
* excepcionalmente em Novembro as sessões com taxa de manutenção custarão R$ 5.00 pois darão direito à Rifa 51 que sorteará uma tela do artista italiano Pippo Lodispoto
[FICHA TÉCNICA: "SÃO BERNARDO"]
Título original: São Bernardo
País: Brasil
Ano: 1971
Duração: 113 minutos
Cor: colorido
Idioma: português
Gênero: drama
Estúdio: Embrafilme, Mapa Filmes, Saga Filmes
Roteiro: Graciliano Ramos (novela), Leon Hirszman
Direção: Leon Hirszman
Produção: Henrique Coutinho, Marcos Farias, Luna Moskovitch
Fotografia: Lauro Escorel
Música: Caetano Veloso
Direção de Arte: Luiz Carlos Ripper
Figurino: Luiz Carlos Ripper
Edição: Eduardo Escorel
Elenco: Rodolfo Arena, Othon Bastos, Joseph Guerreiro, José Labanca, Vanda Lacerda, Mário Lago, Nildo Parente, José Policena, Isabel Ribeiro, Andrey Salvador, Jofre Soares
Principais premiações: Prêmio Interfilm no Festival de Berlin, Melhor Ator e Melhor Fotografia no Festival de Gramado, Melhor Atriz, Figurino, Diretor, Roteiro e Coajuvante Masculino pela Associção de Críticos de Arte de são Paulo; Indicado a Melhor Filme no Festival de Gramado
Abaixo texto elucidativo sobre o filme:
Rigor e contenção são talvez as palavras mais adequadas para se caracterizar São Bernardo, filme dirigido por Leon Hirszman em 1972. Elas também se aplicam com justeza à obra de Graciliano Ramos, em especial ao romance homônimo que deu origem ao filme. Tal identificação estética entre livro e filme faz de São Bernardo um dos exemplos mais felizes de uma adaptação literária no cinema brasileiro. No entanto, não é preciso apoiarmo-nos no texto escrito para percebermos que o filme de Leon Hirzsman, em seu rigor e em sua contenção, acrescenta uma nota distoante ao conjunto dos títulos produzidos na época - e isto é o que faz de São Bernardo, para além de uma feliz adaptação, uma verdadeira obra-prima.
Filme de uma unidade estilística exemplar, São Bernardo estrutura-se como um drama ao mesmo tempo psicológico e político: não há fronteiras, mas adensamento de um no outro e de um pelo outro. O drama de Paulo Honório, que de guia de cego torna-se latifundiário, criando para si um feudo hostil a qualquer tipo de transformação da ordem social, não se constitui como simples resultado mecânico de engrenagens econômicas, nem como mera ebulição de fantasmas particulares. O drama de Paulo Honório nasce justamente do imbricamento de duas perspectivas de análise e de construção dramática, isto é, da observação de dois processos simultâneos (formação da riqueza; deformação da personalidade). Esta operação, presente no romance de Graciliano Ramos, encontra no cinema - e no rigor formal de um realizador como Leon Hirszman - um campo privilegiado de exposição.
Paulo Honório, vivido por Othon Bastos, está quase sempre em cena. É ele quem domina e concentra a narrativa, não só com sua presença física mas também com sua voz over, recurso clássico que remete à narração em primeira pessoa mas que, em São Bernardo, reforça um certo distanciamento na relação do filme com o espectador, servindo ao mesmo tempo como um campo de proteção à censura ideológica da época, em chave semelhante à Os Inconfidentes (Joaquim Pedro de Andrade, 1972), que narra a Inconfidência Mineira a partir dos Autos da Devassa e dos versos de Cecília Meirelles. A voz over, em São Bernardo, não é uma abertura para “conhecermos” intimamente o protagonista; ao contrário, ela serve para identificarmos a distância com a qual este protagonista será visto por nós espectadores, evidenciando, por parte de Leon Hirszman, a disposição em não ceder a uma comunicação imediata entre o filme e o público. De qualquer forma, a voz e o corpo de Paulo Honório ocupam e centralizam a quase totalidade do filme.
A partir da segunda metade de São Bernardo, surge outra personagem que irá desestabilizar esta centralidade de Paulo Honório. Trata-se da professora Madalena (Isabel Ribeiro), com quem o latifundiário irá se casar. Madalena desperta e aos poucos vai intensificando o conflito interno de Paulo Honório, até o ponto em que o conflito se torna dilaceração interior. A voz over continuará constante, a presença física de Paulo Honório seguirá sendo dominante. Mas o sentimento da dor e da perda, deflagrados pela presença perturbadora de Madalena, alterará por completo a relação de Paulo Honório com seu meio e consigo mesmo.
No filme, esta profunda transformação do protagonista surgirá de forma sutil, através de uma nova relação entre a câmera e a montagem, marcadas pela re-significação dos espaços dentro e fora do quadro. Assim, até a chegada de Madalena, São Bernardo pode ser encarado como um filme “narrado por Paulo Honório”: a câmera como instância narrativa se faz menos presente, ainda que todo o filme se construa através do conflito entre os pontos-de-vista do protagonista e o da câmera. A partir do momento em que Madalena passa a dominar o olhar de Paulo Honório (e, ao voltar-se para ela, ele também volta-se para si), percebemos com mais nitidez o olhar da própria câmera, isto é, de Leon Hirszman como narrador.
Na verdade, Madalena não provoca uma ruptura na constituição do drama. Não há um antes e um depois do casamento, mas um acirramento do processo de auto-destruição do personagem. Como afirmei antes, São Bernardo é um filme de uma unidade espantosa, e isto fica muito claro na própria decupagem trabalhada ao longo da narrativa: a utilização de longos planos estáticos; o uso de planos gerais e de conjunto em cenas dialogadas ou que fazem a ação progredir; as grandes elipses; a economia na utilização do plano-contraplano; todas estas escolhas conferem ao filme de Hirszman uma organicidade coerente com a opção de retratar o drama existencial de Paulo Honório.
Ao mesmo tempo, a partir do surgimento de Madalena, esta organicidade vai dando lugar a uma variedade maior na escolha dos planos e na direção dos olhares. Longe de provocar desequilíbrio ou desorientação, esta mudança na decupagem reforça a transformação do próprio personagem, atravessado pela experiência desagregadora do amor que começa a sentir pela esposa. Um amor que é, antes, sentimento ameaçador de uma possível perda. A prova maior da coerência desta decupagem é a quase total ausência de closes em São Bernardo. Há como que uma cerca de arame farpado entre o mundo interior de Paulo Honório e nossa curiosidade de espectadores acostumados aos dramas psicologizantes. Nesse sentido, o close sobre o perfil de Paulo Honório, que fuma um cachimbo, pode ser comparado ao plano geral de um campo em que não se vê ninguém. Após a entrada de Madalena na narrativa, isto se altera. Embora as ações continuem a ser trabalhadas em grandes saltos temporais e em planos distanciados (o primeiro encontro entre Paulo Honório e Madalena, na estação de trem, se dá sem que tenhamos dela sequer um plano próximo), há um novo intuito na utilização dos closes, como na cena em que Paulo Honório pede Madalena em casamento, ou quando, silencioso, os olhos vítreos, ele tenta encontrar provas do “comunismo” de Madalena, durante um jantar para convidados.
Embora São Bernardo seja de uma quase asfixiante secura, há no filme de Leon a busca por um tom de esperança, que nasce da própria percepção dialética do processo social. E Madalena é, nesse sentido, uma personagem quase simbólica. Não por acaso, em um dos raros planos suaves de São Bernardo, vemos Isabel Ribeiro caminhar por um trecho de campo florido. Esta imagem não deixa de se ligar, metaforicamente, ao belo plano dos trabalhadores rurais que vêm surgindo, como se brotassem da terra, entoando os cantos de trabalho, no momento mesmo em que Paulo Honório, envolto por uma triste luz amarelada, sucumbe e se apaga em sua própria derrota.
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Cineclube Natal - 176ª sessão: O Encouraçado Potemkin
Terça-feira, Outubro 27, 2009O eterno Potemkin navega
pelas telas da Assembléia Legislativa
Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, o Cineclube Natal, em parceria com a Assembléia Legislativa apresentará o clássico russo O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, 1925), do influente diretor russo Sergei M. Eisenstein. A sessão Cine Assembléia se inicia às 18:00 horas no auditório da Assembléia Legislativa e a entrada é gratuita - a pipoca também. A classificação indicativa é livre.

Este é um daqueles filmes que todo mundo já ouviu falar, mas que poucas pessoas tiveram a oportunidade de ver. Influencia, até hoje, inúmeros diretores e sua força visual continua incólume ao tempo. O filme narra a história real do levante ocorrido em 1905, em plena Rússia czarista, que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada - com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam a comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a sua execução. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados, Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia, que culminaria com o massacre na Escadaria de Odessa.
O filme é repleto de grandes momentos, grandes passagens, tanto técnicas quanto dramáticas. Não é preciso entender muito de cinema para ver os grandes movimentos ousados que Eisenstein faz com o seu brinquedo chamado câmera: diversas panorâmicas, elevações (com destaque para a que dá dimensão à fila do corpo velado por causa da sopa), alguns planos absurdamente bonitos, enfim, um primor técnico impressionante (e que, até nos dias atuais, poucos tem a sensibilidade de captar). Talvez a cena mais famosa do longa seja o massacre na referida Escadaria de Odessa, onde vários cidadãos são cruelmente assassinados por Cossacos (perceba no jogo de câmera inteligentemente utilizado para o diretor tomar parte no conflito; as vítimas, sempre em close, os malvados, sempre escondidos nas sombras) e, no meio do conflito, desce um carrinho de bebê pelos degraus. Com certeza, consiste numa das sequencias mais impactantes da história - e uma das mais homenageadas também, sendo seu primo mais famoso o filme "Os Intocáveis", de Brian De Palma; referência impossível de não ser comentada.
Em O Encouraçado Potemkin, a ideologia comunista de Sergei M. Eisenstein está presente em cada fotograma; contudo, não na forma de panfleto sectário, e sim como retrato da intolerância humana, de qualquer origem ou período histórico. Eisenstein era um artista, além de ser um revolucionário. E por isso o filme sobreviveu. Contudo, não dá para esquecer que sua obra é tão poderosa porque estava impregnada de uma visão de mundo, de uma vontade imensa de falar sobre esse mundo e, mais do que isso transformá-lo através da arte. Não é só um filme, é como um tratado do novo cinema que surgia, uma inflexão radical que obriga a uma tomada de posição, a definir-se quanto à aceitação ou recusa dos ensinamentos de Eisenstein. A influência de sua teoria da montagem faz-se sentir intensamente na linguagem audiovisual mais moderna e atual: nos videoclipes, na propaganda e nos filmes de grandes cineastas - de Jean-Luc Godard a Spike Lee.
Assista aqui ao trailer (com legendas em francês) de O Encouraçado Potemkin:
Sessão Cine Assembléia
Quinta-feira, 29 de outubro
18 horas
Assembléia Legislativa
Praça 7 de Setembro, s/n, Cidade Alta
Fone: 3232-5761
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
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Sessão Cine Assembléia
Quinta-feira, 29 de outubro
18 horas
Assembléia Legislativa
Praça 7 de Setembro, s/n, Cidade Alta
Fone: 3232-5761
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
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[FICHA TÉCNICA: "O ENCOURAÇADO POTEMKIN"]
Título original: Bronenosets Potyomkin
País: União Soviética
Ano: 1925
Duração: 80 minutos
Cor: preto e branco
Idioma: russo
Gênero: drama
Estúdio: Goskino
Roteiro: Sergei M. Eisenstein, Nina Agadzhanova, Nikolai Aseyev, Sergei Tretyakov
Direção: Sergei M. Eisenstein
Fotografia: Eduard Tisse, Vladimir Popov
Música: Yati Durant, Vladimir Heifetz, Chris Lowe, Neil Tennant, Edmund Meisel, Nikolai Kryukov (1950), Eric Allaman (1986)
Direção de Arte: Vasili Rakhals
Edição: Grigori Aleksandrov
Elenco: Aleksandr Antonov, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov, I. Bobrov, Mikhail Gomorov, Aleksandr Levshin, N. Poltavseva, Konstantin Feldman, Prokopenko, A. Glauberman, Beatrice Vitoldi, Brodsky, Julia Eisenstein, Sergei M. Eisenstein, A. Fait
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Cineclube Natal - 175ª sessão: O Gosto dos Outros
Quarta-feira, Outubro 21, 2009O Gosto dos Outros substitui os Silêncios do Palácio no Cinéphilie
- por razões técnicas o filme tunisiano não será exibido -
Dando continuidade à parceria com a Aliança Francesa com a sessão Cinéphilie, dedicada a produções de língua francesa ou que tenham relação com o país, será exibido no próximo dia 22 de outubro o filme O Gosto dos Outros (Le Goût Des Autres, 2000), primeiro longa da diretora francesa Agnès Jaoui. A sessão é gratuita e tem início às 17 horas. A classificação indicativa é de 14 anos.
Por razões técnicas não será possível exibir o filme Os Silêncios do Palácio, que deverá ser programado em outra ocasião, no Cinéphilie. A Aliança Francesa e o Cineclube Natal pedem desculpas ao seu público.

Esta é uma deliciosa comédia sobre relacionamentos, examinando de forma divertida o amor entre pessoas culturalmente diferentes. No filme, o personagem Castella é empresário, rico, mas pouco refinado. enquanto que Bruno é seu motorista e toca flauta; Franck é seu guarda-costas - mas também negocia com iranianos; e Clara é a sofisticada atriz e professora de inglês, que fascina Castella com seu jeito boêmio. Mas ela não gosta dele, pois o acha pouco culto. Franck começa a namorar a garçonete Manie, descolada e depreocupada, e Bruno também está no meio. Este singelo mas divertido filme indaga importante questão: o que é o amor?
O Gosto dos Outros é uma comédia divertida com pitadas de romance e atores de maior prestígio do cinema francês atual. Estreando na direção, a atriz e roteirista Agnès Jaoui levou mais de 4 milhões de franceses aos cinemas, uma das maiores bilheterias no ano de 2000. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2000 e a nove Césars, tendo ganhado quatro, incluindo Melhor Filme e Roteiro.
Por razões técnicas não será possível exibir o filme Os Silêncios do Palácio, que deverá ser programado em outra ocasião, no Cinéphilie. A Aliança Francesa e o Cineclube Natal pedem desculpas ao seu público.

Esta é uma deliciosa comédia sobre relacionamentos, examinando de forma divertida o amor entre pessoas culturalmente diferentes. No filme, o personagem Castella é empresário, rico, mas pouco refinado. enquanto que Bruno é seu motorista e toca flauta; Franck é seu guarda-costas - mas também negocia com iranianos; e Clara é a sofisticada atriz e professora de inglês, que fascina Castella com seu jeito boêmio. Mas ela não gosta dele, pois o acha pouco culto. Franck começa a namorar a garçonete Manie, descolada e depreocupada, e Bruno também está no meio. Este singelo mas divertido filme indaga importante questão: o que é o amor?
O Gosto dos Outros é uma comédia divertida com pitadas de romance e atores de maior prestígio do cinema francês atual. Estreando na direção, a atriz e roteirista Agnès Jaoui levou mais de 4 milhões de franceses aos cinemas, uma das maiores bilheterias no ano de 2000. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2000 e a nove Césars, tendo ganhado quatro, incluindo Melhor Filme e Roteiro.
Assista aqui ao trailer de O Gosto dos Outros:
Sessão Cinéphilie
Quarta-feira, 22 de outubro
17 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 14 anos
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Sessão Cinéphilie
Quarta-feira, 22 de outubro
17 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 14 anos
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[FICHA TÉCNICA: "O GOSTO DOS OUTROS"]
Título original: Le Goût dês Autres
País: França
Ano: 2000
Duração: 112 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: comédia, drama, romance
Estúdio: Canal +, France 2 Cinéma, Les Films A4
Roteiro: Agnès Jaoui, Jean-Pierre Bacri
Direção: Agnès Jaoui
Produção: Christian Bérard, Charles Gassot, Jacques Hinstin
Fotografia: Laurent Dailland
Música: Jean-Charles Jarrel
Cenário: Marie Cheminal
Figurino: Jackie Budin
Edição: Hervé de Luze
Desenho de Produção: François Emmanuelli
Elenco: Anne Alvaro, Jean-Pierre Bacri, Alain Chabat, Agnès Jaoui, Gérard Lanvin, Christiane Millet, Wladimir Yordanoff, Anne Le Ny, Brigitte Catillon, Xavier De Guillebon, Raphaël Dufour, Bob Zaremba, Sam Karmann, Marie Agnès Brigot, Robert Bacri
Principais premiações: Grande Prêmio das Américas no Festival de Montreal, Melhor Filme, Roteiro, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante no César; Indicado ao OScar de Melhor Filme Estrangeiro.
Título original: Le Goût dês Autres
País: França
Ano: 2000
Duração: 112 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: comédia, drama, romance
Estúdio: Canal +, France 2 Cinéma, Les Films A4
Roteiro: Agnès Jaoui, Jean-Pierre Bacri
Direção: Agnès Jaoui
Produção: Christian Bérard, Charles Gassot, Jacques Hinstin
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Música: Jean-Charles Jarrel
Cenário: Marie Cheminal
Figurino: Jackie Budin
Edição: Hervé de Luze
Desenho de Produção: François Emmanuelli
Elenco: Anne Alvaro, Jean-Pierre Bacri, Alain Chabat, Agnès Jaoui, Gérard Lanvin, Christiane Millet, Wladimir Yordanoff, Anne Le Ny, Brigitte Catillon, Xavier De Guillebon, Raphaël Dufour, Bob Zaremba, Sam Karmann, Marie Agnès Brigot, Robert Bacri
Principais premiações: Grande Prêmio das Américas no Festival de Montreal, Melhor Filme, Roteiro, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante no César; Indicado ao OScar de Melhor Filme Estrangeiro.
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Cineclube Natal - 174ª sessão: Fausto
Terça-feira, Outubro 06, 2009Expressionismo alemão é destaque no Cine Vanguarda
- o clássico "Fausto", de Murnau, é o segundo filme do ciclo Vozes do Cinema Mudo -
Neste domingo, dia 18 de outubro, o Cineclube Natal, em parceria com o Teatro de Cultura Popular Chico Daniel apresentará o clássico expressionista mudo Fausto (Faust, 1926), do diretor alemão F. W. Murnau. A sessão Cine Vanguarda começa às 17:00 horas e a entrada custa R$ 2,00 (dois reais). O filme é indicado para todas as idades.

Último filme que Murnau rodou na Alemanha, Fausto reúne elementos da peça de Goethe, da dramatização feita por Marlowe e do antigo livro popular História do Doutor Johann Fausten, o Conhecido Bruxo e Necromante, publicado em 1587. No filme temos Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra que, ao ser confrontado por tantas mortes, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistófeles (Emil Jannings), e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana.
Na verdade, o filme é dividido em duas partes, recriando inicialmente o pacto de Fausto com Mefístofeles e, no segundo momento, o drama de Goethe, com a consequente tragédia de Gretchen. Situando a ação no final da Idade Média, Murnau concebe uma atmosfera mística a partir dos contrastes de iluminação, que remete à pintura de Rembrandt - e de outros mestres da pintura holandesa, alemã e italiana, com ousados truques de câmera que simbolizam o anjo da luz e o demônio das trevas. Destaque para o uso inovador, para a época, de diversos efeitos especiais que continuam eficazes e impressionantes, com a cena inicial dos cavaleiros do apocalipse, bem como aquela em que Lúcifer deita suas asas sobre a cidade vitimada pela pestilência. A composição de Bernd Schultheis acompanha a dramaturgia do filme, refletindo a inquietude, a busca e a desorientação de Fausto. Um marco absoluto no cinema alemão, este filme dá continuidade ao mês dedicado às produções mudas.
Assista aqui ao trailer de Fausto:
Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 18 de outubro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: livre
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Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 18 de outubro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: livre
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[FICHA TÉCNICA: "FAUSTO"]
Título original: Faust - Eine deutsche Volkssage
País: Alemanha
Ano: 1926
Duração: 116 minutos
Cor: preto e branco
Idioma: mudo
Gênero: fantasia, horror, mistério
Estúdio: Universum Film (UFA)
Roteiro: Johann Wolfgang Goethe (peça), Gerhart Hauptmann, Hans Kyser
Direção: F. W. Murnau
Produção: Eric Pommer
Fotografia: Carl Hoffmann
Música: Werner R. Heymann, Enro Rapee
Direção de Arte: Robert Herlth, Walter Röhrig
Figurino: Georges Annenkov, Robert Herlth, Walter Röhrig
Edição: Elfi Böttrich
Elenco: Gösta Ekman, Emil Jannings, Camilla Horn, Frida Richard, Wilhelm Dieterle¹, Yvette Guilbert, Eric Barclay, Hanna Ralph, Werner Fuetterer, Hans Brausewetter, Lothar Müthel, Hans Rameau, Hertha von Walther, Emmy Wyda
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Cineclube Natal - 171ª sessão: Brinquedo Proibido
Terça-feira, Setembro 01, 2009A infância, a guerra e um clássico francês
no Cine Vanguarda de setembro
Neste domingo, dia 13 de agosto, o Cineclube Natal, em sua parceria com o Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, exibirá o cultuado clássico francês Brinquedo Proibido (Jeux Interdits, 1952). A sessão tem início às 17:00 horas e a entrada custa R$ 2,00 (dois reais). O filme é indicado para todas as idades e é o terceiro do ciclo Vive La France!, em homenagem ao Ano da França no Brasil, que o Cineclube Natal exibe durante todo o mês de setembro.

Durante um bombardeio, a pequena Paulette (Brigitte Fossey), de cinco anos, fica órfã. Ela é "adotada" por Michel (Georges Poujouly), um menino de 11 anos filho de camponeses. Depois de enterrar o cachorro de Paulette num velho moinho abandonado, as duas crianças aos poucos vão construindo um verdadeiro cemitério de insetos e pequenos animais. Perturbados pela loucura dos adultos e da guerra, eles vão estabelecer uma amizade singela e pura, mas igualmente fragilizada pela presença da morte e da incompreensão.
Dirigido por René Clément, o filme representa um dos pontos altos daquilo que a geração posterior do Cahiers du Cinéma chamava ironicamente de "Cinema de Qualidade", ou "Cinema do Papai", injustamente criticado por Truffaut num artigo célebre ("Uma certa tendência do cinema francês"). Com o perdão do grande Truffaut, especificamente Brinquedo Proibido demonstra qualidades gritantes, a começar pela talentosa dupla de atores mirins que conduz a trama (especialmente a menina, com cinco anos à época), e o impacto das cenas iniciais, que reproduzem um ataque aéreo alemão durante a Segunda Guerra, permanece fortíssimo. Quando do lançamento, o filme foi duramente criticado por trazer personagens infantis sofrendo a morbidez da guerra, mas depois ganhou vários prêmios internacionais (com Veneza à frente) e foi sucesso inclusive na própria França. Com sensibilidade, mas sem sentimentalismos, Clément assinou uma obra-prima que permanece viva na mente e nos corações de espectadores de todo o mundo.
Assista aqui a uma sequência (em francês) de Brinquedo Proibido:
Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 13 de setembro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: livre
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[FICHA TÉCNICA: "BRINQUEDO PROIBIDO"]Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 13 de setembro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: livre
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Título original: Juex Interdits
País: França
Ano: 1952
Duração: 86 minutos
Cor: preto e branco
Idioma: francês
Gênero: drama
Estúdio: Silver Films
Roteiro: François Boyer (novela), René Clément, Jean Aurenche, Pierre Bost
Direção: René Clément
Produção: Robert Dorfmann
Fotografia: Robert Juillard
Música: Narciso Yepes
Direção de Arte: Paul Bertrand
Figurino: Majo Brandley
Edição: Roger Dwyre
Elenco: Georges Poujouly, Brigitte Fossey, Amédée, Laurence Badie, Madeleine Barbulée, Suzanne Courtal, Lucien Hubert, Jacques Marin, Pierre Merovée, Violette Monnier, Denise Perronne, Fernande Roy, Louis Saintève, André Wasley, André Enard
Principais premiações: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro além de indicação a Melhor Roteiro; Leão de Ouro no Festival de Veneza; Melhor Filme Estrangeiro no BAFTA; Melhor Filme Estrangeiro pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova Iorque.
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Cineclube Natal - 170ª sessão: Seção Especial de Justiça
Segunda-feira, Agosto 31, 2009A política no cinema nunca foi a mesma depois do cineasta Costa-Gavras
- "Seção Especial de Justiça", do diretor franco-grego, no Cinéphilie de setembro -
- "Seção Especial de Justiça", do diretor franco-grego, no Cinéphilie de setembro -
Dando continuidade ao ciclo Vive La France! em homenagem ao Ano da França no Brasil, o Cineclube Natal, em parceria com a Aliança Francesa exibirá, no próximo dia 09 de setembro, o filme Sessão Especial de Justiça, do polêmico e consagrado diretor Costa-Gavras. A sessão é gratuita e tem início às 18:30 horas. A classificação indicativa é de 16 anos.

Baseado numa história real, o filme se passa na Segunda Guerra Mundial, na França, mas traça paralelos ainda relevantes com o cenário político contemporâneo. Um jovem oficial militar alemão é morto durante a ocupação parisiense. Quatro jovens franceses idealistas são presos e torturados como uma forma de mostrar as forças do regime político totalitário. Em síntese, um verdadeiro libelo contra o governo Vichy e a volta de leis anti-terroristas ultrapassadas, que permitiram ao sistema judiciário francês julgar novamente um grupo de prisioneiros para acalmar os ânimos dos alemães.
Com muita clareza, Sessão Especial de Justiça aborda o perigo da criação de tribunais de exceção, ressaltando a importância da figura do juiz natural, dotado de imparcialidade e isenção, garantia constitucional de todo e qualquer acusado, mas sempre ignorada em regimes totalitários. Justiça de exceção, segundo a análise do diretor, não é justiça, mas sim oportunismo estatal.
Constantin Costa-Gavras é um diretor versátil e com faro para assuntos polêmicos. Em seu "Z", de 1969, fez sucesso com um thriller político que abordava o golpe militar na Grécia e as facetas cruéis dessa transição. Com ele, ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e os prêmios da National Society of Film Critics e do New York Film Critics Circle - e de quebra o reconhecimento mundial de seu talento. Enfim, um diretor que se destacou no cenário internacional sem comprometer suas convicções políticas. Com certeza, um prato cheio para os interessados numa discussão jurídico-política acerca dos limites do Estado contemporâneo.
Assista aqui a uma cena de Seção Especial de Justiça:
Sessão Cinéphilie
Quarta-feira, 09 de setembro
18:30 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
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Sessão Cinéphilie
Quarta-feira, 09 de setembro
18:30 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
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[FICHA TÉCNICA: "SEÇÃO ESPECIAL DE JUSTIÇA"]
Título original: Section Spéciale
País: França, Itália, Alemanha Ocidental
Ano: 1975
Duração: 118 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: drama
Estúdio: Goriz Films, Janus Film, Les Productions Artistes Associés, Reggane Films
Roteiro: Hervé Villeré (livro), Jorge Semprún, Constantin Costa-Gavras
Direção: Constantin Costa-Gavras
Produção: Gérard Crosnier, Claude Heymann, Jacques Perrin, Giorgio Silvagni
Fotografia: Andréas Winding
Música: Éric Demarsan
Cenário: Max Douy
Figurino: Hélène Nourry
Edição: Françoise Bonnot
Título original: Section Spéciale
País: França, Itália, Alemanha Ocidental
Ano: 1975
Duração: 118 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: drama
Estúdio: Goriz Films, Janus Film, Les Productions Artistes Associés, Reggane Films
Roteiro: Hervé Villeré (livro), Jorge Semprún, Constantin Costa-Gavras
Direção: Constantin Costa-Gavras
Produção: Gérard Crosnier, Claude Heymann, Jacques Perrin, Giorgio Silvagni
Fotografia: Andréas Winding
Música: Éric Demarsan
Cenário: Max Douy
Figurino: Hélène Nourry
Edição: Françoise Bonnot
Elenco: Louis Seigner, Michael Lonsdale, Ivo Garrini, François Maistre, Jacques Spiesser, Henri Serre, Heinz Bennent e Hans Ritcher
Principais premiações: Melhor Diretor no Festival de Cannes; Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes e a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro.
Principais premiações: Melhor Diretor no Festival de Cannes; Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes e a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro.
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Cineclube Natal - 169ª sessão: Adeus Meninos
Segunda-feira, Agosto 31, 2009Setembro é o mês do Cinema Francês
no Cineclube Natal
- No Ano da França no Brasil, a sessão Cine Café abre o ciclo francês com "Adeus Meninos" -
no Cineclube Natal
- No Ano da França no Brasil, a sessão Cine Café abre o ciclo francês com "Adeus Meninos" -
Nesta sexta-feira, dia 04 de setembro de 2009, o Cineclube Natal, em parceria com o Nalva Melo Salão Café apresentará, dentro do cativo projeto Cine Café, o belo filme francês Adeus, Meninos, do diretor Louis Malle. A sessão começa às 20:00 horas e a entrada custa R$ 2,00 (dois reais). A classificação etária é 16 anos.
O ciclo Vive La France! continua nas demais sessões do Cinclube Natal durante todo o mês de setembro. Confira a programação no menu ao lado (direito).
O ciclo Vive La France! continua nas demais sessões do Cinclube Natal durante todo o mês de setembro. Confira a programação no menu ao lado (direito).

França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que frequenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, em meio às grandes dificuldades devido às agruras da 2ª Guerra Mundial. Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia toca os meninos quando a Gestapo invade o local, à procura de judeus ou simpatizantes. Para Louis Malle, esta história, com toques autobiográficos e definitivamente catártica, "talvez tenha decidido minha vocação de cineasta. É minha fidelidade, minha referência. Deveria ter sido o assunto de meu primeiro filme, mas eu hesitava, esperava."
Adeus, Meninos é um filme inesquecível, que leva o espectador a interrogar-se sobre as noções filosóficas de humanidade, de pessoa, de dever moral e de solidariedade. É um filme sobre as diferenças, amizade, coragem e covardia que às vezes assola o coração humano. Louis Malle denuncia o anti-semitismo, mas também descreve as dificuldades da vida durante a ocupação da França pelos nazistas: toque de recolher, mercado negro, fome, pobreza, tormentos pessoais e, principalmente, a manutenção de princípios éticos quando o que está em jogo é a sua própria vida. Uma visão cinematográfica diferente, intimista, das mazelas impostas pelo regime nazista na Europa, abordando as sequelas perenes dos que sobreviveram nesses tempos difíceis.
Assista aqui ao trailer (com legendas em inglês) de Adeus Meninos:
Sessão Cine Café
Sexta, 04 de setembro
20 horas
Nalva Melo Café Salão
Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Fone: 3212-1655
R$ 2.00
[FICHA TÉCNICA: "ADEUS MENINOS"]Sexta, 04 de setembro
20 horas
Nalva Melo Café Salão
Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Fone: 3212-1655
R$ 2.00
Classificação Indicativa: 16 anos
Título original: Au Revoir les Enfants
País: França, Alemanha Ocidental
Ano: 1987
Duração: 104 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês, alemão, inglês
Gênero: drama
Estúdio: Nouvelles Éditions de Films (NEF), MK2 Productions, Stella Film, N.E.F. Filmproduktion und Vertriebs, Centre National de la Cinématographie (CNC), Soficas Investimages, Images Investissements, Sofica Créations, Rai Uno Radiotelevisione
Roteiro: Louis Malle
Direção: Louis Malle
Produção: Louis Malle
Fotografia: Renato Berta
Direção de Arte:
Figurino: Corinne Jorry
Edição: Emmanuelle Castro
Desenho de Produção: Willy Holt
Elenco: Gaspard Manesse, Raphael Fejtö, Francine Racette, Stanislas Carré de Malberg, Philippe Morier-Genoud, François Berléand, François Négret, Peter Fitz, Pascal Rivet, Benoît Henriet, Richard Leboeuf, Xavier Legrand, Arnaud Henriet, Jean-Sébastien Chauvin, Luc Etienne
Principais premiações: Leão de Ouro e mais quatro prêmios no Festival de Veneza; Melhor Diretor no BAFTA; Melhor Filme, Melhor Roteiro, Mlehor Diretor, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Desenho de Produção e Melhor Som no César. Indicado a Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original no Oscar; Indicado a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro; Indicado a Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original no BAFTA; Indicado a Melhor Filme Estrangeiro no SPIRIT Awards;
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Cineclube Natal - Goiamum Audiovisual
Segunda-feira, Agosto 31, 2009III Goiamum Audiovisual
Dos dias 14 a 26 de setembro, o Cineclube Natal conjuntamente com a Zoon Fotografia, estará realizando o III Goiamum Audiovisual. O Festival foi idealizado em 2007 por estas instituições (acrescidas, naquele ano, da ABDeC/RN e ITEC) para ser um incentivador da área audiovisual (cinema, vídeo, tv etc) local, através de oficinas formativas, atividades de debates e é claro, mostras de filmes.
Os detalhes da edição 2009 do Goiamum Audiovisual você confere no próprio site do evento:
www.goiamumaudiovisual.org.br
OBS: devido a esta programação especial, as sessões regulares do Cineclube Natal estão sujeitas a alterações.
Cineclube Natal - 168ª sessão: O Balão Branco
Quarta-feira, Agosto 26, 2009Venha conferir o premiado "O Balão Branco" na Assembléia Legislativa
Nesta quinta-feira, dia 27 de agosto, o Cineclube Natal retoma sua cativa parceria com a Assembléia Legislativa e exibe O Balão Branco (Adkonake Sefid, 1995) do diretor Jafar Panahio, o terceiro e último filme do ciclo Flores do Irã, dedicado à cinematografia deste complexo país. A sessão começa às usuais 18:00 horas e a entrada é franca - com direito a pipoca durante a exibição. A censura é livre.

A menina Razieh (Aida Mohammadkhani) quer um novo peixinho dourado como presente de Ano Novo, especificamente um que viu numa loja e que julga ser muito mais bonito que os que tem em seu quintal, num tanque artificial. Com muito esforço convence sua mãe a lhe dar o dinheiro, mas chegar até a loja onde o peixinho está à venda será outra aventura, uma grande experiência de liberdade e responsabilidade, que se tornará mais desafiadora devido a vários obstáculos - os adultos ou parecem querer se aproveitar de sua ingenuidade ou não lhe dão a menor bola. O Balão Branco traz a imagem de uma criança que não desiste de seu propósito, apesar de todas as dificuldades que encontra em seu caminho. Sem aceitar os "nãos" dos adultos, ela segue persistente, mesmo quando ignorada, rejeitada e até ludibriada, e supera suas adversidades, fazendo da fragilidade a sua força incansável.
Acompanhar essa pequena garota é uma experiência e tanto, pois acabamos por testemunhar uma sociedade insensível aos anseios infantis neste drama urbano contemporâneo, onde conhecemos os preconceitos da comunidade tradicional iraniana, que não poupa nem as crianças do sexo feminino, muito menos as mulheres. Só têm deveres e nenhum direito, ainda que sejam esposas e mães devotadas.
Este é o bem-sucedido primeiro longa-metragem de Jafar Pinahi, discípulo do grande diretor Abbas Kiarostami, que se tornou o primeiro cineasta iraniano a vencer o Leão de Ouro no Festival de Veneza, com um filme posterior, o belo "O Círculo". O Balão Branco, por sua vez, consiste num filme simples, sensível e divertido, com especial destaque para a direção segura de Pinahi, bem como belo roteiro e interpretação convincente da pequena protagonista. Este é um daqueles filmes em que o silêncio fala, grita, expressa o sofrimento profundo e solitário de um povo - mas também nos brinda com suas mais honestas alegrias. Não deixem de conferir.
Assista aqui a sequência de abertura (com legendas em espanhol) de O Balão Branco:
Sessão Cine Assembléia
Quinta-feira, 27 de agosto
18 horas
Assembléia Legislativa
Praça 7 de Setembro, s/n, Cidade Alta
Fone: 3232-5761
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
Exibir mapa ampliado
[FICHA TÉCNICA: "O BALÃO BRANCO"]
Título original: Badkonake Sefid
País: Irã
Ano: 1995
Duração: 85 minutos
Cor: colorido
Idioma: persa
Gênero: drama
Estúdio: Ferdos Films
Roteiro: Abbas Kiarostami, Jafar Panahi, Parviz Shahbazi
Direção: Jafar Panahi
Produção: Kurosh Mazkouri, Foad Nour
Fotografia: Farzad Jadat
Edição: Jafar Panahi
Desenho de Produção: Jafar Panahi
Elenco: Aida Mohammadkhani, Mohsen Kafili, Fereshteh Sadre Orafaiy, Anna Borkowska, Mohammad Shahani, Mohammed Bakhtiar, Aliasghar Smadi, Hamidreza Tahery, Asghar Barzegar, Hasan Neamatolahi, Bosnali Bahary, Mohammadreza Baryar, Shaker Hayely, Homayoon Rokani, Mohammad Farakani
Principais premiações: Prêmio Câmera de Ouro no Festival de Cannes, Prêmio do Júri Internacinal na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Melhor Filme Estrangeiro pelo Círculo de Críticos de Nova Iorque, Gold Award no Festival Internacional de Cinema de Tóquio.
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Quinta-feira, 27 de agosto
18 horas
Assembléia Legislativa
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Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
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[FICHA TÉCNICA: "O BALÃO BRANCO"]
Título original: Badkonake Sefid
País: Irã
Ano: 1995
Duração: 85 minutos
Cor: colorido
Idioma: persa
Gênero: drama
Estúdio: Ferdos Films
Roteiro: Abbas Kiarostami, Jafar Panahi, Parviz Shahbazi
Direção: Jafar Panahi
Produção: Kurosh Mazkouri, Foad Nour
Fotografia: Farzad Jadat
Edição: Jafar Panahi
Desenho de Produção: Jafar Panahi
Elenco: Aida Mohammadkhani, Mohsen Kafili, Fereshteh Sadre Orafaiy, Anna Borkowska, Mohammad Shahani, Mohammed Bakhtiar, Aliasghar Smadi, Hamidreza Tahery, Asghar Barzegar, Hasan Neamatolahi, Bosnali Bahary, Mohammadreza Baryar, Shaker Hayely, Homayoon Rokani, Mohammad Farakani
Principais premiações: Prêmio Câmera de Ouro no Festival de Cannes, Prêmio do Júri Internacinal na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Melhor Filme Estrangeiro pelo Círculo de Críticos de Nova Iorque, Gold Award no Festival Internacional de Cinema de Tóquio.
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Cineclube Natal - 167ª sessão: Minha Estação Preferida
Terça-feira, Agosto 18, 2009Uma pausa para o cinema francês, no Cinephilie
Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o Cineclube Natal dá uma pausa no ciclo de filmes iranianos para retomar sua parceria com a Aliança Francesa e exibe, dentro do projeto Cinéphilie, o pungente A Minha Estação Preferida (André Techiné, 1993). A sessão começa às 18:30 horas e a entrada é franca. A classificação indicativa é 16 anos.

Este é um belo dama do diretor André Techiné sobre uma família disfuncional do interior da França. No centro dela, a matriarca Berthe (Marthe Villalonga) e seus filhos Antoine (Daniel Auteil) e Emilie (Catherine Deneuve). O filme acompanha uma reunião dos irmãos, que vêem sua atribulada história ganhar força - e sentido - no momento em que sua mãe começa a perder a razão e a vida, acontecimento que leva-os a se confrontar com seus destinos e com o que fizeram de suas vidas - especialmente Emilie, infeliz no matrimônio.
André Téchiné arquiteta uma história intensa e dolorosa sobre essa complexa dinâmica familiar. O abismo existente entre a mãe e os filhos evoca temas como a modernidade das relações familiares e as diferenças entre classes sociais na França. Não estamos falando, aqui, de problemas corriqueiros, vez que, tal qual o filme viscontiano "As Vagas Estrelas da Ursa", Techiné ousa abordar temas sexuais latentes como o sentimento incestuoso mal resolvido dos irmãos, ambos em plena crise de meia-idade - de maneira sutil e contida, vale frisar. Numa escala menor, o diretor francês, dentro do microcosmo familiar, pinta um interessante retrato da visão do homem sobre a mulher - e a luta pelo poder entre eles existente, especialmente em termos sexuais.
Catherine Deneuve está genial como Emilie, um mulher fria e alienada do mundo, mas também extremamente vulnerável quando caídas suas mácaras sociais - papel recorrente na vasta cinematografia da atriz francesa. Daniel Auteil igualmente nos brinda com uma excelente atuação na pele do meticuloso Antoine. O diálogo é brilhante, porém lento, gradativamente nos revelando a maneira como Emile e Antoine se enxergam. É curioso acompanhar Antoine, um neurocirurgião, dissecar logicamente sua relação com a irmã, fazendo uma clara ligação com seu assunto favorito: o cérebro.
Enfim, um grande elenco, uma competente direção e um roteiro interessante fazem de Minha Estação Preferida uma ótima pedida para os amantes da cinematografia francesa. Para aqueles que conferiram outro belo filme do diretor exibido no Cineclube Natal este ano, As Rosas Selvagens, com certeza reconhecerão o inconfundível estilo humanista do francês e não irão se decepcionar.
Assista aqui à sequência de abertura e às cenas iniciais (legendadas em inglês) de Minha Estação Preferida:
Sessão Cinéphilie
Quinta-feira, 20 de agosto
18:30 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
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Sessão Cinéphilie
Quinta-feira, 20 de agosto
18:30 horas
Aliança Francesa
R. Potengi, 459, Petrópolis
Fone: 3222-1558
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
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[FICHA TÉCNICA: "MINHA ESTAÇÃO PREFERIDA"]
Título original: Ma Saison Préférée
País: França
Ano: 1993
Duração: 127 minutos
Cor: colorido
Idioma: francês
Gênero: drama
Estúdio: D.A. Films, Les Films Alain Sarde, TF1 Films Production
Roteiro: Pascal Bonitzer, André Techiné
Direção: André Techiné
Produção: Alain Sarde
Fotografia: Thierry Arbogast
Música: Philippe Sarde
Figurino: Claire Fraisse
Edição: Martine Giordano
Desenho de Produção: Carlos conti
Elenco: Catherine Deneuve, Daniel Auteuil, Marthe Villalonga, Jean-Pierre Bouvier, Chiara Mastroianni, Carmen Chaplin, Anthony Prada, Michèle Moretti, Jacques Nolot, Bruno Todeschini, Jean Bousquet, Roschdy Zem, Ingrid Caven
Principais premiações: Melhor Filme Estrangeiro pela Sociedade de Críticos de Cinema de Boston; Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, indicado ao César de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Revelação, indicado ao Melhor Filme no Festival de Gramado.
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Cineclube Natal - 166ª sessão: Tempo de Embebedar Cavalos
Quinta-feira, Agosto 13, 2009Um dos mais tocantes filmes iranianos na tela do TCP
Neste domingo, 16 de agosto, o Cineclube Natal em sua usual parceria com o Teatro de Cultura Popular, exibirá o comovente Tempo de Embebedar Cavalos (Zamani Barayé Masti Asbha, 2000), dentro do ciclo temático Flores do Irã, dedicado às produções iranianas. A sessão começará às 17:00 horas e a entrada custa módicos R$ 2,00 (dois reais). A classificação etária é 16 anos.

Numa remota vila curda, localizada na fronteira entre o Iraque e o Irã, vivem cinco crianças órfãs de mãe, responsabilizadas pela perda da mula de um contrabandista. Ayoub (Ayoub Ahmadi) e sua jovem irmã Amaneh (Amaneh Ekhtiar-dini) trabalham em um bazar, a fim de juntarem dinheiro para pagar a mula perdida, ao mesmo tempo que precisam cuidar de Madi, o irmão caçula, que sofre de uma grave doença. Quando o pai deles morre, Ayoub precisa cuidar da família, apesar de sua tenra idade, passando a ajudar os contrabandistas, carregando pesadas cargas pelas montanhas até o Iraque e enfrentando a constante ameaça das minas e emboscadas. Mas quando a saúde de Madi piora, a única solução é uma operação no Iraque, a qual Ayoub não tem condições de pagar. Entretanto, uma possível solução surge quando a irmã mais velha das crianças, Rojin (Rojin Younessi) consegue um casamento arranjado no Iraque, com seu futuro marido se comprometendo a pagar a operação de seu irmão. Mas será que o destino será piedoso como essas crianças?
Sem enfeites ou soluções mágicas para os conflitos do filme, este é um relato realista - ao extremo, diga-se. O diretor nos mostra o esforço de crianças órfãs para conseguirem algum dinheiro, em meio às duras condições sob as quais vivem, sem qualquer tipo de assistência - ou mesmo piedade - dos adultos que as cercam. Uma estória deprimente e densa, cruel até, mas que retrata as condições sub-humanas que crianças e animais passam em certos países - mas como se pode falar em direitos dos animais em lugares em que nem seres humanos são levados em consideração? Apesar do tom pessimista, o filme é poético e transparece lindamente na relação afetiva entre os irmãos, trazendo ao espectador algum conforto dentro do seu lirismo. Especial destaque vai para a fotografia, que retrata muito bem a paisagem do noroeste iraniano.
Ganhador do prêmio Camera D'Or no Festival de Cannes 2000, foi dirigido por Bahman Ghobadi, o mesmo de "Tartaruas Podem Voar". E para os curiosos, não se precupem: o título é explicado no filme.
Assista aqui ao trailer (com legendas em inglês) de Tempo de Embebedar Cavalos:
Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 16 de agosto
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: 16 anos
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Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 16 de agosto
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: 16 anos
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[FICHA TÉCNICA: "TEMPO DE EMBEBEDAR CAVALOS"]
Título original: Zamani barayé masti asbha
País: Irã
Ano: 2000
Duração: 85 minutos
Cor: colorido
Idioma: persa, língua curda
Gênero: drama
Estúdio: Bahman Ghobadi Films, Farabi Cinema Foundation, MK2 Productions
Roteiro: Bahman Ghobadi
Direção: Bahman Ghobadi
Produção: Bahman Ghobadi
Fotografia: Saed Nikzat
Música: Hossein Alizadeh
Direção de Arte: Bahman Ghobadi
Edição: Samad Tavazoee
Elenco: Ayoub Ahmadi, Rojin Younessi, Amaneh Ekhtiar-dini, Madi Ekhtiar-dini, Kolsolum Ekhtiar-dini, Karim Ekhtiar-dini, Rahman Salehi, Osman Karimi, Nezhad Ekhtiar-dini
Principais premiações: Câmera de Ouro e Prêmio da Imprensa Internacional no Festival de Cannes, Prêmio do Júri Internacional na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Hugo de Prata no Festival Internacional de Cinema de Chicago; Indicado a Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Awards
Título original: Zamani barayé masti asbha
País: Irã
Ano: 2000
Duração: 85 minutos
Cor: colorido
Idioma: persa, língua curda
Gênero: drama
Estúdio: Bahman Ghobadi Films, Farabi Cinema Foundation, MK2 Productions
Roteiro: Bahman Ghobadi
Direção: Bahman Ghobadi
Produção: Bahman Ghobadi
Fotografia: Saed Nikzat
Música: Hossein Alizadeh
Direção de Arte: Bahman Ghobadi
Edição: Samad Tavazoee
Elenco: Ayoub Ahmadi, Rojin Younessi, Amaneh Ekhtiar-dini, Madi Ekhtiar-dini, Kolsolum Ekhtiar-dini, Karim Ekhtiar-dini, Rahman Salehi, Osman Karimi, Nezhad Ekhtiar-dini
Principais premiações: Câmera de Ouro e Prêmio da Imprensa Internacional no Festival de Cannes, Prêmio do Júri Internacional na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Hugo de Prata no Festival Internacional de Cinema de Chicago; Indicado a Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Awards
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